quarta-feira, julho 27, 2005

camminu...




Esparralhava-se assim ao comprido entre cada brincadeira, deixava que o seu pensamento o levasse para longe e assim imaginava-se pirata, super herói e aventureiro a desbravar caminhos pela europa do seu bairro...

Até breve.. agora sou eu que me faço à estrada...

quarta-feira, julho 13, 2005

Ba Cissoko




“SE O TEU pai toca kora, se o irmão dele toca kora, se quase toda a gente que conheces toca kora, e te perguntam o que queres fazer na vida, o mais natural é responderes: quero jogar futebol.
É com relutância que, aos 14 anos, Ba Cissoko começa a aprender a harpa tradicional mandinga com o tio, M’Baty Kouyaté, um dos seus melhores intérpretes.
A paixão pelo instrumento só a descobre mais tarde, com outros jovens, numa escola do Senegal.
Aos 19 anos, num hotel de Conakri, encontra por acaso o que viria a ser seu caminho. Clientes pedem-lhe para tocar temas de blues, jazz, reggae, canções ocidentais, e ele percebe que a kora é capaz de tocar mais do que melodias tradicionais.
Nos anos 90, integra o projecto Tamalalou, onde prossegue o seu projecto e fusões, mas é um paradoxal reencontro familiar, em 1999, com primos Kourou e Sékou, filhos de Kouyaté, que estabelece o curso actual da sua carreira.
Sékou, o parceiro ideal para o que Ba queria fazer, revela-se um génio do kora eléctrico, apetrechando-o de um pedal wah-wah e tocando-o cheio de efeitos e distorções hendrixianos.
No fim desse ano, junta-se eles o percussionista Ibrahim Bah e será este quarteto que vem a Sines.”

sábado, julho 09, 2005

Henry Miller




" O mais difícil para uma pessoa criativa é conter o esforço de transformar o mundo naquilo que gostaria que ele fosse e aceitar o seu semelhante pelo que ele é, seja bom, mau ou indiferente. Faz-se o melhor, mas nunca o suficiente"

terça-feira, julho 05, 2005

Sossego...

Hoje sentia-se assim, meio perdido em ilusões, fantasias… incertezas. Travava uma luta interior contra o que considera certo e que acaba sempre por fazer. Conversava em silêncio e inventava razões, motivos para os passos que ia trilhando nesta vida, nem sempre os melhores, nem sempre os que gostaria… mas porquê? Quantos desenganos teria que suportar? Fechava os olhos, sabia que dentro dele estavam as respostas, os caminhos… apenas precisava de sossego.


sábado, julho 02, 2005

Assim se passam as tardes..

Começava pelas pernas e ia alastrando ao longo do corpo demorando-se nas pontas dos dedos, um espécie de formigueiro de lassidão que o devorava. Um fastio que o deixava sem vontade, sem ânimo e no entanto a sua mente vagueava sem descanso…


sexta-feira, julho 01, 2005

Desafio..

1. Melhores Filmes dos últimos anos:

“Dogville”, “Uma História Simples” , “Lost in translation” , “ Big Fish” , “ Cidade de Deus” , “ Hable con ella”, …

2. Filme da vida: (hoje lembro-me destes):
"Mulholand Drive” , “Papillon” , “ O Pianista” , “ Fight Club” , “ A Nuvem”, “Corre Lola Corre” e muitos mais...

3. Actores com pujança: (hoje escolho estes)
Edward Norton, Al Pacino , Robert de Niro..

4. Actrizes de mão cheia: (hoje escolho estas)
Catherine Deneuve, Uma Thurman, Nicole Kidman…

5. O meu musical:
“24 hours Party People”

6. Realizadores com R grande:
Alfred Hitchcock; Tim Burton; David Lynch…



terça-feira, junho 28, 2005

Tito Paris

Trocava os passos, envolvia-se no som e na multidão. Dançava embalado nas ondas que vêm de longe, de mansinho, abraçado nos braços quentes. E a voz que cantava… morna.


quarta-feira, junho 22, 2005

Moçambique - Gurué

Regressava diferente… sempre. Quando viajava entranhava-se no meio das gentes, dos lugares, até os cheiros e os sabores serem seus. Parava e escutava, olhava e aprendia e vivia como eles.
Quando regressava trazia imagens, afectos, vivências… experiências de vida que não se esquecem… lições de simplicidade.
Quando regressava, vinha diferente… e à volta tudo igual!

sexta-feira, junho 17, 2005

Cumplicidades

Tocou á campainha. Subiu os degraus devagar, com as mãos nos bolsos. Sorriu a medo, entrou embaraçado. Sentia os olhares poisarem sobre ele. Apenas conhecia a aniversariante, cruzou a sala e as conversas, passava inquieto e não seguro. Refugiava-se incógnito com um rissol na mão, guardanapo na outra.
Encaminhou-se à varanda, apetecia-lhe gritar. Fitou a atenção em alguém, a expressão do olhar tornava-a cúmplice… ficaram amigos.


quinta-feira, junho 16, 2005

Robert Capa

Às vezes fechava os olhos e guardava a imagem. O negativo permanecia-lhe gravado na memória. Não eram raros esses momentos, enquadrava o cenário, estudava os pormenores e fixava instantes de uma realidade fugaz...



“ Robert Capa foi considerado o melhor fotógrafo de guerra com apenas 25 anos. Em plena guerra civil de Espanha escreveu com luz a mágoa dos soldados. Viveu intensamente e retratou-a tal como viveu, em turbilhão. Mas com imensa sensibilidade.”

quarta-feira, junho 15, 2005

Marcar a diferença




Percorria as ruas decidido, olhando em frente. Não lhe importava o destino, apenas o momento para pensar. Passo a passo, avançava em silêncio. Recordava quem sempre acreditou que se pode marcar a diferença, quer seja na política, na poesia, na escrita, na arte. Acima de tudo na vida e na postura que devemos aos outros e nós próprios. Caminhava sozinho, mas não estava só…

quinta-feira, junho 09, 2005

Shannon Wright




Havia nela qualquer coisa que o encantava. Seria o sorriso, talvez a forma como se aproximava com o seu “passo inseguro”. Assustava-o o facto de se sentir susceptível ao mais leve gesto que fazia…
Enquanto a seguia com o olhar desbravava sentimentos contraditórios. Se por um lado se fazia de forte por outro a sua voz dominava-o…

Mondovino

Acabou de jantar num restaurante nepalês, sorvia a conversa de alguém que tinha viajado à pouco tempo por aqueles lados. Colocou os cotovelos em cima da mesa. As diferentes culturas fascinavam-no, secretamente guardava o desejo de um dia partir à descoberta…
Desceu as escadas e sentou-se no escuro, gostava dos momentos de antecipação. Surgiam pessoas, experiências de vida enredadas em volta de tradições, sábios conselhos e duras realidades. Enalteciam-se os pormenores em detrimento dos primeiros planos. Sorria a pensar que na vida também se apaixonava pelos pequenos detalhes, que são eles que nos tornam cúmplices.
Aos poucos ia-se tornando amigo de alguns, entrava nas suas vidas, percebia os seus receios e partilhava os seus confrontos. E ria com eles, com a genuinidade de quem sabe que tudo é relativo. Falavam-lhe de vinho, mas sobretudo da relação entre as pessoas e os lugares.
Deixou-se ficar na cadeira um pouco mais... nesse dia viajou...


terça-feira, junho 07, 2005

De passagem...



Percorria as ruas espreitando o movimento. Na hora em que a noite dobra o dia vive-se uma transformação na cidade. Trazia consigo um pequeno caderno em que tirava apontamentos sobre situações, pensamentos… estados de alma!
“Ao fim da tarde as pessoas avultam-se na pressa de voltar para casa, olham para o chão e para os autocarros, raramente umas para as outras.”

Caminhos



“...Não passam de vagabundos, (...) fazem isto só pela Arte." Esta frase martelava-lhe a cabeça insistentemente.
Acordou sobressaltado, abriu os olhos com a percepção de que durante a sua vida, ele fora também um vagabundo que preferia percorrer caminhos diferentes daqueles que lhe indicavam. Sentia-se muitas vezes deslocado da realidade em que vivia, não compreendia uma sociedade onde a imagem que passamos é mais importante que a própria pessoa. Renunciava ao sistema viciado de favores e compadrios, não gostava da falta de carácter, não percebia porque é que as pessoas se trocam, se vendem…
Vivia num mundo que galopa em prol de interesses económicos, e onde as pessoas, algumas, vão sendo excluídas.
Sentou-se, respirou fundo, e foi até à janela. Estava um calor que o sufocava. Reparou nas pessoas que passavam apressadas por debaixo da sua janela e espreguiçou o olhar até ao fundo da rua. Acreditava numa outra maneira de estar no mundo, encontrava sentido para a sua vida na simplicidade em oposição ao consumismo que o rodeava. Sentia que a vida não pode ser desaproveitada com coisas mesquinhas. Escolheu outro caminho… há quem lhe chame de alternativo.

sexta-feira, junho 03, 2005

Nação de AlterNativos

... O pano sobe lentamente, uma nuvem de fumo cobre completamente a sala, vislumbram-se corpos que ondulam mas nunca nítidos. A empregada deambula por entre as mesas e de vez em quando senta-se com os clientes. Não era a primeira vez que cá vinha e também não tinha na ideia ficar por aquí. Gostava do ambiente, dos sons e das conversas cortadas a meio. A empregada pára. Ele pergunta-lhe - O que vai haver hoje?. Ela senta-se sussurra-lhe ao ouvido - Começam hoje, dizem que são alternativos! Mas se quer saber a minha opinião não passam de vagabundos, nem sequer recebem dinheiro. Fazem isto só pela arte.
Ele encostou-se e ouviu-os mais atentamente...

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