
Menina bonita, menina frágil que corres com pressa, que voas ágil, de que corres tu? De que medos te escondes, em que aldeias em que montes? Em que pensas tu de rosto carregado, de olhos penetrantes, de corpo cansado. Vagueias sem destino, vais para todo o lado, procuras na vida o teu triste fado… e eu? Cansado.
Devolve-me os passos, o som da calçada, a alegria do riso… sim a gargalhada. O fundo de mim anseia por ti, entendes? Como posso viver e queixar-me entredentes.
Estamos os dois sentados à anos, nas mesmas cadeiras com os mesmos planos. Eu sentado a olhar e tu… sentada a viajar.



















